22 de março de 2009

Criação para arquitetos!

Esse material é um book de lançamento para um empreendimento da Emak Construtora. 
A arquitetura sempre me fascinou e agora estou tendo a oportunidade de trabalhar com eles. O book está show de bola. Pena que na tela não é possível ter a percepção do papel. Todo em couche fosco 230g, tem faca na capa (que é completamente amarela) e prolan de acabamento, para valorizar um pouco mais o material.
Trabalhos assim me deixam felizes quando vejo o resultado.

Aventuras publicitárias!

Pois é, ando me aventurando no mundo dos publicitários! Isso é o mais legal desse meu novo momento, com meu estúdio de criação. Estou fazendo vôos por territórios que antes não havia visitado.
Claro, há muito o que aprender, nem questiono isso. Mas aí estão alguns dos resultados de minhas aventuras. O anúncio maior, que fiz para a Knijnik Comunicação foi para a revista Imóvel Class. Os pequenininhos foram publicados no caderno de Imóveis da ZH dominical.

Gastronomia



Esse é um livro de dar água na boca!
O projeto gráfico do livro fui eu quem criei, ainda para o pessoal da Plural Comunicação, em um dos últimos trabalhos que fiz vinculada a eles (infelizmente não colocaram o meu crédito!).
Mas foi super legal de desenvolver. Precisava ser um projeto que remetesse àqueles livros das vovós, mais antigos, com as receitas bem caseiras. Entre idas e vindas para a aprovação do projeto, ele ficou com a carinha das vós lá do interior, cheio de texturas de tecidinhos coloridos e fitas que fazem a conexão entre os tecidos e as receitas. Há lacinhos, papéis antigos rasgados, tecidos e até uma galinha de tecido, daquelas que fica em cima da geladeira no interior! Tudo para caracterizar bem o contexto das receitas.
Bom apetite! ;)

Livros GMC

O projeto desse livro desenvolvi em parceria com outro designer que, por já atender o cliente há alguns anos, acabou ficando encarregado da capa. Sem muitas exigências criativas, é um projeto que se dedica a fixar o olhar do leitor pelo conteúdo de cunho conceitual/técnico.

Informativos

Dois informativos que diagramei para a Tramontina.
Mais um trabalho em parceria com a Nô, do Núcleo de Propaganda!

Meu mundinho!


Adoro verde! Acho que é a cor que mais me inspira, por estar ligada à natureza, à vida, porque remete esperança. Cresci ouvindo meu pai dizer que a cor preferida dele era verde! Talvez, por herança genética, a minha também seja. Enfim, cores, tantos aspectos psicológicos e comportamentais... Pode ser que Freud explique!
Não é à toa que escolhi verde para a minha marca, marca do meu estúdio de criação. E ele está assim, com verde pelas paredes, pela decoração, nos lápis, por tudo...

15 de março de 2009

Um pouquinho de fantasia e inspiração

Escolhas pessoais

Acredito muito que devemos criar nosso próprio estilo. Não só de criar, de estabelecer os métodos para nosso trabalho, mas também de lidar com nossos clientes e com todas as dificuldades que esse mundo da criação nos propicia. Quanto mais originais pudermos ser, com mais autenticidade conquistamos nosso espaço e o reconhecimento daqueles que trabalham conosco. Devemos ser abertos a tudo e a todos, pois nossa mente se alimenta de tudo o que vemos e sentimos. Mas isso deve ser, nada mais, nutrir a criação, exercitar a mente. Nunca copiar aquilo que não nos pertence.
Abaixo repasso um texto de um crítico do design, publicado já há alguns anos no site Design Gráfico. Mas que, por seu conteúdo, continua atual.


Escolhas pessoais
Claudio Ferlauto

Na vida e na arte cada um decide seus caminhos fazendo escolhas e tomando decisões. Para os designers as escolhas determinam os "estilos" e o maior ou menor grau de personalização de seu trabalho criativo. Para se ter um trabalho pessoal é necessário colocar coisas pessoais trabalho, ao contrário você utiliza a linguagem e as fórmulas de outrem, estará fazendo um trabalho com o estilo de outro. Assim se um ilustrador utiliza a linguagem do Seymour Schwast, por exemplo, para construir uma carreira profissional ao sul da última ilha dos Mares do Sul, não está fazendo nada pessoal. Está apenas copiando um outro artista. Na música você pode copiar apenas alguns compassos sem ser considerado um plagiador. Mas no design gráfico vemos pessoas se apropriando de cores, do desenho, do jeito de usar a tipografia, dos enquadramentos, dos cortes, sem se importar (pessoalmente) com isso, e tampouco com o identificação de suas fontes. Quando flagrados ou criticados se explicam afirmando que "fizeram uma homenagem ao autor".

Para não cair tolamente nesta armadilha os designers devem ter suas preferências cromáticas, tipográficas, photoshópicas, fotográficas, técnicas etc., para saber de onde estão partindo. E se o caso não se adaptar a nenhuma de suas escolhas, saber que podem fazer novas escolhas negando seus paradigmas ou confrontando suas idéias com as novas necessidade e, portanto, com novos modos de expressão. Escolhas não obliteram a intuição nem a sensibilidade, que nunca devem ser olvidadas no processo criativo. O fato de termos nossos paradigmas não determina de antemão uma resposta pronta para os problemas de design aos quais procuramos dar uma resposta eficiente ou poética. Quem tem a resposta antes da pergunta não trabalha com design mas sim com clichês, e embora todo clichê carregue algo de verdade, eles não respondem a totalidade dos problemas criativos que enfrentamos na vida profissional.

Uma vez, tempos atrás escrevi que o norte do designer é a cultura, hoje acrescento a sensibilidade. Ela nos ajuda a identificar na realidade circundante a nossa palheta de cores, o vernacular e popular que qualifica nossa tipografia, o modo como o olho brasileiro se apropria dessa realidade e do pastiche global que nos empurram olhos a dentro.Se não retiramos da vida a matéria prima para nossos designs, não serão os anuários americanos ou europeus que nos ensinarão a fazer um design bem brasileiro.